A armadilha quântica do tempo no filme Arq


Em um cenário distópico num mundo em crise energética e ambiental, um engenheiro cria uma máquina que produz energia ilimitada. Mas que também produz um efeito colateral imprevisto: o tempo ilimitado – um loop temporal que aprisiona todos os personagens em uma torsão tempo-espaço. Esse é a produção Netflix “Arq” (2016), um inteligente mix de “Feitiço do Tempo”, “Contra o Tempo” e “Efeito Borboleta”. Mas o moto-contínuo de “Arq” é muito mais do que uma máquina do tempo: os personagens são prisioneiros da própria “gravidade quântica” – o mesmo acontecimento repetido diversas vezes cria uma “nuvem” de possibilidades, assim como elétrons em torno do núcleo de um átomo. E somente a memória e “déjà-vus” poderão tirar os protagonistas dessa nuvem, fazendo emergir a seta do tempo nesse filme CronoGnóstico.

Por Wilson Roberto Vieira Ferreira, Cinegnose -

Para o espanto dos cientistas, a mecânica quântica mostrou que as leis fundamentais da física não seguem apenas uma direção – no mundo microfísico, partículas podem tanto ir para frente ou para trás no tempo. No entanto no mundo macrofísico, não importa quantas vezes se olhe no espelho, você nunca ficará mais jovem. Se no mundo quântico, o tempo é uma variável tão flexível, por que experimentamos a realidade como uma seta do tempo estritamente apontando para o futuro?

Para muitos físicos, a resposta está que o próprio tempo relaciona-se diretamente com a natureza do observador. Mais precisamente com a sua memória – a capacidade de preservar informações sobre eventos experimentados. Lembrando e aprendendo, fazemos o tempo andar do passado para o futuro.

Porém há algo mais além do observador: lá fora não há um tempo tiquetaqueando do passado ao futuro. Há a “gravidade quântica” e o “colapso da função da onda” que continuam sendo o maior mistério não resolvido da ciência – conceitos que, segundo a famosa “interpretação de Muitos Mundos” de 1957, abririam as portas para a existências de realidades alternativas ou mundos paralelos. Além de tornarem incompatíveis o mundo macro da teoria da relatividade e o mundo micro da mecânica quântica.
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